Conheça a carreira de docente universitário e receba dicas de docentes da Faculdade de Comunicação

Publicado em: 14-10-2019

A educação oficial no Brasil teve início em 1827, precisamente no dia 15 de outubro, data em que atualmente é comemorado o dia do professor. No país, são 2,5 milhões de profissionais da educação, cerca de 350 mil deles atuantes em instituições de ensino superior. 

Na Universidade Federal da Bahia, 37 professores efetivos e cinco professores substitutos formam o quadro de docentes da Faculdade de Comunicação. Mais da metade deles ingressou na instituição nos últimos dez anos; os demais têm dedicado entre 10 e 30 anos de suas carreiras à FACOM. 

Faz parte desse último grupo o professor Marcos Palacios. Servidor da UFBA desde 1986, Palacios está aposentado e este ano encerra suas atividades junto ao programa de pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Faculdade de Comunicação, onde atuou como pesquisador, docente e orientador por 29 anos. “Cada vez mais temos que pensar  em pessoas interessadas não só em ensinar, mas também em pesquisar e divulgar ciência”, afirma o professor. 

Palacios e outros professores da FACOM falam, a seguir, sobre a profissão de docente universitário e dão dicas para quem quer seguir nessa que é uma das possibilidades de carreira para os alunos de Jornalismo e de Produção em Comunicação e Cultura. 

Como é o processo de formação de um professor da carreira universitária?

Professor Tarcísio Cardoso: A gente nunca se forma. Professor é um tipo de profissão em que os estudos nunca terminam. Enquanto eu estiver vivo, estarei me formando, me atualizando. Mas o processo costuma ser esse: a gente conclui a graduação, ingressa na pós-graduação, alguns ingressam na pós lato sensu, mas não é necessário, ou  realiza uma pós-graduação stricto sensu, para a formação do professor pesquisador. 

Professor Washington de Souza: Ninguém pode ser professor sem imaginar que também aprende enquanto ensina. Não se pode ensinar sem pensar que tem de aprender. O processo de formação do professor é contínuo. Inclusive, há, na própria universidade, um projeto de formação pedagógica que parte do pressuposto que essa é uma das deficiências do professor hoje. 

Sabemos que, quanto maior a especialização e conhecimentos do profissional maiores são as chances de tornar-se um professor efetivo em uma universidade pública. Mas qual é o perfil exigido pelas instituições? 

Professora Suzana Barbosa:  A Faculdade de Comunicação há um tempo passou a privilegiar em seus concursos a classe de professor adjunto, que exige o nível de doutorado. No entanto, isso é determinado internamente por cada unidade universitária: o regime de trabalho e a categoria de ingresso do novo professor. Algumas unidades realizam concursos públicos para ingresso na classe de professor assistente, na qual exige-se o título de mestre.

Quais as principais diferenças entre uma carreira de docente na área pública e na iniciativa privada?

Professor Tarcísio Cardoso: A carreira do professor em uma faculdade particular, na área que eu tenho experiência que são as ciências humanas e sociais aplicadas, é muito baseada no ensino. Não há tanto o viés da pesquisa e da extensão, infelizmente. A contratação é no regime CLT e o modelo de trabalho horista. Isso significa que você compõe sua grade em diversas faculdades ao mesmo tempo, com disciplinas diversas. Na carreira universitária na área pública, você passa para uma área do conhecimento e durante a carreira vai se especializando nela. Consequentemente, as aulas serão melhores, pois há tempo de pesquisar e se aprofundar. 

Como funcionam as atividades de pesquisa e de extensão na rotina de um professor universitário?

Professor Marcos Palacios: Idealmente, essas atividades devem estar integradas: o professor deve ensinar  e montar projetos de extensão sobre aquilo que melhor conhece, ou seja, em torno daquilo que está enquadrado em sua área de pesquisa.

Professor Tarcísio Cardoso: O entendimento do sistema de ensino é que, no ensino superior, deve haver professores que não só reproduzam o conhecimento na aula, mas produzam conhecimento na pesquisa. A pesquisa e a extensão são formas complementares. Por isso, precisamos fazer também um doutorado, contribuindo e fazendo expandir o conhecimento científico de um determinado campo.

Como as atividades administrativas se encaixam entre todas essas atividades? 

Professor Washington de Souza:  Ocupar cargo administrativo é algo que acaba sendo inevitável. Entre nós, alguém tem que se dedicar à tarefa administrativa que é lidar com questões do corpo docente, técnico ou de alunos. Não é o melhor da atividade de professor, mas é essencial. Alguém terá de se preocupar e se ocupar com essas tarefas, cuidando da gestão. É algo que faço com dedicação. 

Professor Marcos Palacios: As tarefas de administração acadêmica consomem tempo que deveria estar dedicado ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão, mas também são vitais para o bom funcionamento de uma instituição universitária. Na prática, portanto, trata-se de buscar, tanto no plano individual como coletivo (Departamentos, Colegiados, Congregações, Conselho Superiores), ajustes que distribuam equitativamente as tarefas administrativas, zelando-se também pelo estabelecimento de planejamentos transparentes e acompanhamento da execução das atividades fins desenvolvidas por cada integrante da comunidade universitária.

Com funcionam as atividades de um professor credenciado a um programa de pós-graduação?

Professora Suzana Barbosa: Para ser um professor permanente de um programa de pós-graduação, tem que haver pesquisa. O docente pode participar como credenciado ou colaborador, ou mesmo ambos, embora isso exija uma alta carga de dedicação. A associação pode acontecer em programas da própria unidade à qual o professor é vinculado ou em outras unidades. 

As atividades são muitas e entram naquilo que conseguimos dar conta: orientação de doutorandos e mestrandos, participação em redes de pesquisa, análise de projetos e emissão de pareceres para revistas científicas. Mesmo o professor 40 horas, com regime de dedicação exclusiva, não consegue realizar tudo isso sem usar finais de semana, feriados. É uma alta carga de trabalho de um docente hoje de uma universidade pública do país. 

O que fazer durante a graduação se o aluno pensa em seguir carreira na área acadêmica?

Professor Giovandro Ferreira: Trabalhando desde a graduação na pesquisa, no ensino e na extensão, podemos formar bons profissionais. O aluno pode começar explorando os grupos de pesquisas e participando de projetos de Iniciação Científica, bem como os grupos de extensão que fazem a articulação da universidade com a comunidade.  Eu lembro que, quando fui estudante, fui monitor e isso contou um ponto no Concurso Docente. Também recomendaria que ele tenha a preocupação de conhecer as disciplinas específicas de uma licenciatura. Pegar uma disciplina de Psicologia, de Educação, Didática, Fundamentos do ensino.

Professor Tarcísio Cardoso: Se o aluno deseja ingressar na faculdade como professor, deve ter clareza de que terá de cumprir a graduação bem cumprida, com boas notas. Também no mestrado seus estudos devem estar em nível de excelência. Além disso, é interessante que o aluno desenvolva um TCC monográfico, assim ele treina a escrita acadêmica, e participe e publique em eventos, como o Congresso UFBa, o ENECULT e o INTERCOM, que têm espaço para a apresentação de artigos no nível de iniciação científica. 

Professor Washington de Souza: Uma sugestão objetiva é procurar adquirir o máximo possível de referências e montar uma espécie de biblioteca básica. Quando o professor fizer a indicação de livros, principalmente os livros básicos de cada disciplina, o aluno se empenhe em adquirir. 

Congresso Intercom 2020

A realização do 43º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2020) foi confirmada para o ano de 2020. A edição nacional deste ano será realizada de 1º a 10 de dezembro em formato virtual, com o apoio institucional da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Esta é a primeira vez na história do congresso que ele será virtual, decisão tomada diante dos desafios impostos pela pandemia de covid-19 que inviabiliza a reunião presencial de milhares de pessoas.

O evento contará com uma programação composta por mesas-redondas, oficinas, minicursos, apresentações de trabalhos e festa online de premiação. A programação completa pode ser conferida no site da Intercom

Congresso Intercom 2020

A realização do 43º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2020) foi confirmada para o ano de 2020. A edição nacional deste ano será realizada de 1º a 10 de dezembro em formato virtual, com o apoio institucional da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Esta é a primeira vez na história do congresso que ele será virtual, decisão tomada diante dos desafios impostos pela pandemia de covid-19 que inviabiliza a reunião presencial de milhares de pessoas.

O evento contará com uma programação composta por mesas-redondas, oficinas, minicursos, apresentações de trabalhos e festa online de premiação. A programação completa pode ser conferida no site da Intercom

Congresso Intercom 2020

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O evento contará com uma programação composta por mesas-redondas, oficinas, minicursos, apresentações de trabalhos e festa online de premiação. A programação completa pode ser conferida no site da Intercom