Índice

Introdução
O Jornalismo na
Era Digital
O Jornal como Metáfora
Produzindo uma Publicação Digital
O Planejamento
O Design
O Layout
Hipertexto
Multimídia
Animações
Interatividade
O E-mail
Notícias
Personalizadas
Notícias Personalizadas II
A Estrutura
Comercial
Classificados Online
Micropagamentos
O Fim do Jornal Impresso?

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Última atualização:
Outubro de 1997

Micropagamentos por Conteúdo

Além da publicidade, dos classificados online e dos serviços como provedores de acesso à Internet, outra alternativa para aumentar a renda das companhias jornalísticas na Internet é a cobrança, através de micropagamentos, por material distribuído. É o que vem fazendo, por exemplo, o Los Angeles Times (http://www.latimes.com/). O jornal californiano começou recentemente a oferecer em seu site um serviço de busca em seu banco de dados que dá acesso a artigos e reportagens de 1990 até os dias atuais. Não há uma taxa pela busca. O sistema exibe como resultado a manchete do artigo, o lead, o tamanho e o autor da matéria. Se o material for do interesse do usuário, ele paga U$ 1,50 pelo conteúdo integral de cada texto (há também pacotes promocionais com preços mais baratos por uma quantidade maior de matérias).

Este sistema de micropagamentos por serviços especiais parece justo e pode vir a ser uma das principais fontes de receitas das publicações digitais na Internet, mas até agora nada garante que ele vá mesmo funcionar. Para que este modelo se consolide nos sites comerciais é preciso superar dois problemas básicos. O primeiro deles é a dificuldade de se transferir pequenas quantias de forma lucrativa pela rede. Empresas como a CyberCash, DigiCash, Firt Virtual Holdings e Mondex estão tentando encontrar soluções viáveis para este problema, mas até o momento elas não obtiveram muito sucesso. O outro obstáculo que o esquema de micropagamentos tem que superar é o fato de que as pessoas não estão acostumadas a pagar pela informação que recebem na Internet. Mudar esta mentalidade vai levar tempo e pode ser que até lá outro modelo de geração de receitas se imponha com mais força do que o pagamento por serviços adicionais.

Uma solução viável seria dar ao internauta a opção de escolher entre acessar a informação que deseja de graça, e para isso assistir a um anúncio publicitário animado, ou pagar uma determinada quantia ao jornal. Obviamente, a maioria das pessoas vai preferir ver os anúncios e receber gratuitamente o material que lhe interessa. Desta forma, os publicitários podem se sentir estimulados a anunciar mais, já que serviços como busca em banco de dados e classificados online costumam ser muito acessados pelos usuários, e as publicações digitais passam a ter uma fonte segura de geração de receitas.

Sem dúvida, entre os esquemas empregados atualmente na Web para se ganhar dinheiro, a veiculação de publicidade é o sistema que mais tem dado certo. A razão para isso talvez esteja no fato de que este modelo não vai de encontro ao pensamento vigente entre boa parte dos usuários da Internet de que as informações devem ser disponibilizadas de graça na rede, ao mesmo tempo em que oferece às empresas um meio seguro de faturamento com seus serviços online. Como o mercado digital ainda está dando seus primeiros passos, é difícil afirmar qual modelo irá de fato se consolidar , mas tudo indica que a publicidade tem boas chances de se tornar um dos mais importantes eixos de sustentação da Internet comercial.


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