
As temáticas encontradas em suas obras refletem suas preocupações, como o genocídio e a opres- são, em "Missionaries" e o racismo, em "Ghetto","Hollywood Africans" e "Harlem". Basquiat já mostrava os passos que o grafite iria tomar, deixando de ser apenas traços e formas ilógicas, para traduzir os problemas mundiais.
Bastante influenciado pela mídia, mesclava os diversos conhecimentos que adquiriu em frente à TV, transformando desenhos, e tudo que o chamasse atenção, em pinturas. Assinava suas obras como "SAMO", porém, com os excessivos elogios da imprensa americana, passou a usar: "SAMO is dead", mostrando seu repúdio à massificação de seus desenhos pela imprensa.
Com 21 anos já participava da sua primeira coletiva em Nova York, indo logo depois expor em Modena, na Itália. Com Andy Warhol, o gênio da pop art, formou dupla, onde chegaram a pintar à quatro mãos e realizar belas obras. A morte de seu mestre levou Basquiat a depressão e a se afundar em drogas, morrendo em 12 de agosto de 1988, graças a um coquetel de heroína e cocaína.
Atualmente, pode-se ver a obra de Basquiat na Bienal de Artes de São Paulo- até o dia 8 de dezembro- ou numa cine-biografia do artista plástico Julian Schnabel, exibida na 20a.Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e breve nos cinemas de todo país.
