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Recorde
Brasileiro
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O estado da Bahia é o recorde brasileiro em números de casos
de jornalistas assassinados. Durante a década de 90, foram
10 os jornalistas mortos, a maioria deles por motivo de revelações
comprometedoras feitas sobre pessoas influentes. O envolvimento
de políticos e de membros da polícia em grande parte dos crimes
e a falta de proteção às testemunhas garantem o "esquecimento"
dos casos e caracterizam a "cultura de impunidade" presente
na Bahia. Todos os 10 assassinatos de jornalistas ocorridos
no estado durante a década de 90 continuam impunes. Foram
mortos nesse período, na Bahia, os jornalistas:
† Vítor
Emanuel Lena, em 26 de março de 1991. Lena era editor e proprietário
do semanário Nova Fronteira, de Barreiras. O jornalista havia
acusado um empresário da cidade de envolvimento com tráfico
de drogas.
† Ivan
Rocha, desaparecido desde 22 de abril de 1991. Rocha era jornalista
da Rádio Alvorada, do município de Teixeira de Freitas. Havia
prometido revelar os nomes de policiais e de um deputado influente
envolvidos com crimes de um esquadrão da morte.
† José
Machado Portinho, em 15 de janeiro de 1992. Editor do jornal
Folha do Povo, da cidade de Barreiras, fazia críticas ao prefeito
daquela época.
† João
Alberto Ferreira Souto, em 19 de fevereiro de 1994. Souto
era proprietário do Jornal do Estado, de Vitória da conquista.
Acusara um funcionário público de ser torturador.
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