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Justiça?
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"Liberdade:
palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que
explique e ninguém que não entenda. E a vizinhança não dorme,
murmura, imagina, inventa, não fica bandeira escrita, mas
fica escrita a sentença (...)" Cecília Meirelles
Liberdade
de imprensa: uma espécie em extinção
Figurada
entre os direitos fundamentais do cidadão, inimiga implacável
da corrupção e oposição declarada ao autoritarismo, a liberdade
de imprensa beira hoje ao colapso de sua extinção. A impunidade
nos casos de homicídios aos profissionais de imprensa e a
censura a que estes são submetidos representam uma agressão
exacerbada à existência legal da liberdade de imprensa.
Em 3
de maio de 1991 foi proclamado na Namíbia um manifesto que
reivindicava a necessidade de uma imprensa independente, livre
e pluralista. Ao endossarem essa proclamação, a Unesco e a
ONU estabeleceram o dia 3 de Maio como o dia nacional da Liberdade
de Imprensa.
Atualmente,
10 anos após essa proclamação histórica, admite-se que o dia
da Imprensa não passa de um mero simbolismo. Em países que
há duas ou três décadas mantêm sistemas representativos (como
os da América Latina) ou em nações onde a democracia é secular
(como nos EUA e na Europa Ocidental), a liberdade de imprensa
é tão cerceada quanto nos países que recentemente adotaram
instituições democráticas formais, como os que integraram
o bloco de Ex-URSS ou África do Sul.
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