Foto: Russ Wilson
Faculdade de Comunicação - UFBA

 

 



Vladimir Herzog

Foto:www.fpabramo.org.br"Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece." Hannah Arendt

Numa atmosfera ríspida e implacável de ditadura militar, ao entardecer de uma sexta-feira, Vladimir Herzog é intimado por agentes da Doutrina de Segurança Nacional para prestar depoimento nas dependências do Departamento de Operações Internas (DOI). Ao se apresentar no dia seguinte, sábado dia 25 de outubro de 1975, não imaginava o jornalista que sofreria as mais contundentes atrocidades, nem muito menos que estava a poucas horas de sua morte.

Publicada na imprensa, a nota oficial do II Exército relatava ao país enganos, dissimulações e, de forma ainda mais explícita, a sua falsa neutralidade e tolerância para com os intimados. O documento informava, de maneira categórica e minuciosa, que Herzog teria confessado participar efetivamente do PCB, denunciando outros companheiros e, após alguns minutos, teria se enforcado com uma tira de pano. Porém, conforme os depoimentos de Jorge Benigno Duque Estrada e Leandro Konder, jornalistas também presos e acareados, a vítima teria sido assassinada sob torturas. Após o último interrogatório acontecido na tarde do mesmo dia, essas testemunhas teriam ouvido os últimos murmúrios de Herzog num dos porões truculentos da ditadura.

Continua...

| Vladimir Herzog | Jean Dominique | Manoel Leal | Justiça | Home
Copyright © 2001
Produzido por Andrea Paz, Daniela Almeida e Marta Brito