Bukowski

Mesmo em importantes palestras Bukowsky não dispensava a cerveja

Foram setenta e quatro anos de muita bebida, mulheres, e poesia. Charles Bukowski é hoje conhecido como um dos melhores escritores da geração Beatnik, apesar de nunca ter se associado com Jack Kerouac ou Allen Ginsberg, escritores mais conhecidos dessa geração. Mas o que realmente importa na obra de Bukowski não é classifica-la, mas sim beber da sua escrita com a sede de quem quer entrar a fundo no mundo dos bebâdos, mendigos, prostitutas, das brigas de bar, da criminalidade, dos empregos servis, enfim, do mundo underground de Bukowski. O autor construiu uma obra que possui energia, um senso de negação às estruturas formais, um realismo que tem seus momentos de surrealidade.

selo americano homenajeando o poeta

Buk num de seus momentos de inspiração






Bukowsky pouco antes de morrer

Charles Bukowski nasceu em Adernach, na Alemanha, filho de um alto, pesado e feio primeiro sargento americano com uma alemã. Três anos após seu nascimento, muda-se com a família para os Estados Unidos, e passa a morar no subúrbio de East Holywood, um condomínio de baixa renda na periferia de Los Angeles. Bukowski passou a maior parte de sua infância durante a Depressão, e experimentou a miséria e os abusos de seu pai. Depois de terminar o segundo grau, ele estudou jornalismo durante algum tempo no L.A. City College, mas abandonou o curso em 1941 antes de conseguir qualquer graduação. É justamente nessa época que começa a vida bebâda e intinerante de Bukowski, pulando de um emprego ruim para o outro, até que em 1956, cansado da vida na estrada, aceitou um emprego nos correios, emprego este que manteria por uma década e serviria de inspiração para o seu primeiro livro de prosa, Cartas na Rua (1971), sobre a sua experiência nos correios. É também neste livro que Bukowski introduz Henry Chinasky, seu narrador fiel e presente em todos os seus livros exceto um. Boa parte da obra de Bukowski é autobiográfica, exceto talvez por alguns detalhes introduzidos pelo autor para romantizar a estória. Aí está a graça de ler este autor: Nunca saberemos o que é verdade e o que é ficção. Por mais fantástica que pareça, uma estória de Bukowski pode ser história, não há como sabermos.

Não só na prosa este autor fez excelência. Bukowski era também um poeta, e dos bons, tendo publicado diversos livros de poesia. Foi um escritor bastante prolífico, tendo exatamente quarenta e quatro livros, entre poesia e prosa. Seu último livro foi Pulp (1994), terminado pouco antes dele morrer. Durante muito tempo Bukowski foi bem mais conhecido na Europa que nos Estados Unidos, mas isso mudou um pouco com o filme Barfly (1987) cujo roteiro foi produzido por ele através de uma colagem de contos de Henry Chinasky. O escritor também era pintor amador, e muitas de suas obras encontram-se espalhadas pelo mundo e alcançam valores razoavelmente altos.

Entrar em contato com a prosa e poesia de Bukowski é mergulhar na dura vida de um alcoólatra de tempo integral, um escritor que trata a sua miséria com muito humor, mas também com muita sensibilidade. Bukowski morreu em 94, em sua casa em San Pedro, na Califórnia. Vale a pena conhecer a obra do homem que foi chamado de "maior poeta americano" por ninguém mais que Jean-Paul Sartre.

Informações, obra links sobre o autor podem ser encontradas no site: www.mindspring.com/~stewarts/arthur.htm  

Bukowsky sempre gostou de mandar mensagens e cartas.

mLOGOER.jpg (1207 bytes)

Voltar


Produzido por Mateus Rodamilans Bastos e Patrick Brock
FACOM COM 024 Copyright©