O imaginário da cibercultura. entre neo-luddismo, tecno-utopia, tecnorealismo e tecnosurrealismo
André Lemos

            O imaginário da cibercultura é permeado por uma polarização que persegue a questão da técnica desde os tempos imemoriais: medo e fascinação. O que vemos hoje, com o desenvolvimento da cibercultura é o acirramento da querela entre o que Umberto Eco chamou de apocalípticos e integrados. Vemos nesse final de milênio a radicalização dos debates intelectuais entre aqueles que são taxados de neo-luddites e os que são chamados de tecno-utópicos. Para por fim a essa querela um grupo de intelectuais americanos criou, em março de 1998, uma corrente de pensamento e posicionamento em relação à tecnologia batizado de Tecnorealismo.

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