Cibercafés
Por André Lemos

Para os que têm síndrome de abstinência da Rede quando está viajando, um dos paliativos são os cibercafés, locais de encontros e de acesso a Internet, normalmente agregando serviços de lanchonete, e banca de jornais além de ser um lugar de encontro de cibersqualquercoisa de plantão. Os cafés eletrônicos ou cibercafés são exemplos de mais uma forma de agregação social a partir das redes telemáticas.

O primeiro café eletrônico é fundado por Kate Galloway e Sherrie Rabinowitz em 1984, o Café Internacional Eletrônico na ocasião das Olimpíadas de Los Angeles. Eles criaram um evento eletrônico visando ligar vários bairros simbolizando etnias diferentes. A agregação eletrônica da qual falávamos encontra meio de formação neste bistrô real e eletrônico ao mesmo tempo. Os antigos cafés surgidos na Europa utilizam o espaço de socialização habitual para expandir-se em direção à um modo virtual onde as pessoas podem comunicar-se umas com as outras. Aqui mistura-se relação face a face e relação mediada por computadores.

Nos atuais cibercafés podemos enviar e-mail, navegar no ciberespaço e participar de videoconferências. Mais um espaço da vida cotidiana expande-se, aumenta a sua realidade, com a entrada em jogo de tecnologias telemáticas. O conceito é muito simples e constitui uma prova do acoplamento das novas tecnologias com a vida cotidiana.

Os cafés tornaram-se populares no princípio do século em Viena, Paris e Berlim, como um lugar social privilegiado para conhecer pessoas. Os cafés são ainda hoje lugar de gente comum, artistas e intelectuais. Todos buscam uma atmosfera cujo pretexto é ler o jornal, escrever uma carta ou somente conversar um pouco. Este conceito foi exportado para outros países como a Inglaterra, EUA ou Canadá. Hoje existem milhares de cibercafés espalhados pelo mundo.

Os primeiros cibercafés eram lugares alternativos de manifestações artísticas, de interação cultural, de debates de idéias... Eles eram também lugares nômades, animados por tribos virtuais que se encontram no tempo de um acontecimento ou performance, uma videoconferência ou qualquer outra manifestação tecnocultural. Agora estou fora da minha cidade e, como os amigos são raros, uma forma de não me achar perdido e só é buscar guarita no cibercafé mais próximo. Ao menos posso me sentir estrangeiro mais no espaço do que no tempo...

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Matéria da Lenara (ver ai Marco!!!!)
www.cybercafes.org